AS YABÁS E SEUS ARQUÉTIPOS

AS CARACTERÍSTICAS ARQUETÍPICAS E SUAS RESSONÂNCIAS NOS ORIXÁS FEMININOS DA UMBANDA

  • Maria Antônia Lima Pavei SATC

Resumo

A Umbanda apresenta, em algumas ramificações, a presença do culto aos Orixás, nas quais [as ramificações] se utilizam de mitos e símbolos da mitologia iorubá, trazida pelos escravos africanos da cultura nagô-yorubá. Esta crença traz em suas lendas, a expressão feminina como protagonista, representada pelas Yabás, sendo as mais cultuadas no rito umbandista: (a) Iemanjá; (b) Iansã; (c) Oxum e (d) Nanã, conhecidas também como as mães d'água. Em suas narrativas mitológicas, elas apresentam características humanas, sendo suscetíveis às incertezas, gerando, dessa forma, uma identificação humana com as entidades sagradas, norteada neste artigo pelo comportamento psíquico da mulher. O presente estudo busca analisar as representações simbólicas dos Orixás femininos, diante de seus mitos, símbolos e pontos cantados, apresentados na obra de Ademir Barbosa Júnior (2014) e Janaína Azevedo (2010). Ao identificar os fatores predominantes que singularizam cada Yabá, fundamenta-se, com base na psicologia analítica desenvolvida por Carl Gustav Jung (2000), o conceito de inconsciente coletivo e sua ancestralidade. O estudo aqui realizado, dá-se por meio de uma pesquisa qualitativa exploratória e tem como objetivo identificar os padrões individuais de cada Orixá e, a partir disso, reconhecer a similaridade arquetípica de cada uma, dentre os dezesseis arquétipos trazidos à luz sob o olhar das pesquisadoras Mark e Pearson (2001) no livro O Herói e o Fora da Lei. Entende-se, dessa forma, que ao reconhecer os padrões de cada personalidade, o inconsciente coletivo identifica esses símbolos, destacando uma característica predominante em cada Orixá, no qual motiva o sentimento de individuação das mulheres, independentemente de suas idades, perante as Yabás analisadas neste estudo.

Publicado
2020-12-29
Como Citar
LIMA PAVEI, M. AS YABÁS E SEUS ARQUÉTIPOS. Revista Vincci - Periódico Científico da Faculdade SATC, v. 5, n. 2, p. 59-81, 29 dez. 2020.
Seção
Comunicação e Linguagem