Automação da aplicação de defloculante em uma indústria cerâmica de moagem descontínua
DOI:
https://doi.org/10.70185/2525-6025.2025.v10.426Resumo
A indústria cerâmica busca constantemente um processo eficiente, com foco em automação e soluções que tornem as etapas ágeis e padronizadas. Muitas fábricas com estruturas antigas enfrentam desafios práticos para adotar sistemas totalmente automatizados, especialmente por limitações físicas e de layout que inviabilizam a instalação de equipamentos modernos. Nessas situações, parte do processo produtivo permanece sob responsabilidade dos operadores, como é o caso da dosagem de aditivos utilizados na preparação da barbotina. Por ser uma atividade manual, essa etapa está sujeita a uma série de variações, tanto pela dificuldade em garantir precisão na quantidade dosada quanto pela diferença de critério entre os profissionais envolvidos. Isso compromete a padronização do processo e resulta em instabilidade nos parâmetros da barbotina, como viscosidade, densidade e teor de resíduo. Essas oscilações afetam diretamente o desempenho do processo produtivo e a qualidade final do produto cerâmico, exigem retrabalho e ajustes frequentes. A repetição constante dessa tarefa, somada à postura inadequada exigida em muitas situações, favorece o surgimento de lesões ocupacionais. Nesse contexto, a automação da adição de água e defloculantes em moinhos descontínuos representa uma alternativa promissora, aplicável mesmo em plantas com limitações estruturais. A automação assegura repetibilidade na dosagem, reduz perdas causadas por ajustes manuais e contribui diretamente para a consistência da suspensão cerâmica. Esse ganho impacta a estabilidade da barbotina e a eficiência do processo. Investir em soluções automatizadas, mesmo que de forma parcial, traz ganhos em qualidade, produtividade e segurança operacional, beneficiando todo o sistema produtivo e gerando resultados concretos para a indústria cerâmica.
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