A beleza como um reflexo do poder na comunicação
um estudo de caso do filme “a substância”
DOI:
https://doi.org/10.70185/2525-6025.2025.v10.523Palavras-chave:
Beleza. Corpo. Poder. Propaganda. Cinema.Resumo
O presente trabalho tem como objetivo analisar de que forma a beleza se manifesta como reflexo do poder na propaganda, utilizando como objeto de estudo o filme “A Substância”. O estudo parte da compreensão de que, na sociedade moderna, a estética deixou de ser uma simples escolha pessoal para se tornar uma exigência social, funcionando como uma estratégia de controle simbólico. Fundamentado nas teorias de Michel Foucault, que discute o poder disciplinar, o biopoder e os regimes de verdade, e de Byung Chul-Han, que aborda a sociedade do desempenho e da positividade, o estudo explora como os discursos publicitários moldam subjetividades, desejos e identidades. A metodologia adotada é de natureza qualitativa, com caráter exploratório e teórico-descritivo, utilizando análise de conteúdo e análise fílmica como principais métodos. A análise do filme evidencia como a publicidade contribui para a padronização estética, transformando o corpo em vitrine social e mercadoria, onde a aparência se torna um requisito para acesso à visibilidade, aceitação e poder social. Fica evidente que o discurso estético opera como uma ferramenta de controle, estimulando a auto exploração, a busca constante pela juventude e a adequação aos padrões, ao mesmo tempo em que marginaliza e inviabiliza aqueles que não se encaixam nesses critérios. O estudo conclui que a propaganda exerce papel central na manutenção desses padrões, funcionando como um instrumento de poder simbólico, e reforça a importância de práticas publicitárias mais conscientes e responsáveis, além de abrir possibilidades para futuros estudos sobre os impactos da cultura da aparência na sociedade e na comunicação contemporânea
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Revista Vincci - Periódico Científico do UniSATC

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
As opiniões emitidas pelos autores dos artigos são de sua exclusiva responsabilidade.