Avaliação da resistência ao desgaste abrasivo e análise microestrutural do eletrodo UTP 7200D através do processo de soldagem SMAW
DOI:
https://doi.org/10.70185/2525-6025.2024.v9.369Resumo
Em decorrência do avanço tecnológico no ramo metal mecânico, bem como, contribuir no ramo científico para tal, se traz neste artigo um estudo sobre os comportamentos mecânicos para o eletrodo de soldadura UTP 7200D, mais especificamente, entender o comportamento para este material em relação ao desgaste abrasivo e qual sua estrutura metalográfica. Processos de soldagem representam um desafio devido à grande variedade de ligas disponíveis e são amplamente utilizados nas indústrias metalúrgicas, visando união de materiais e incremento de camada extra de revestimento almejando ganhos de rendimentos, onde sobre um núcleo de material menos resistente, recobre-se, este, por um material com propriedades superiores, estabelecendo ganhos no quesito custo X benefício. O conhecimento das características tribológicas dos materiais sujeitos ao desgaste por abrasão é fundamental para a otimização e definição dos elementos de máquinas, e é fator determinante na quantificação da vida útil dos dispositivos mecânicos. Neste artigo, avaliaram-se as propriedades de resistência ao desgaste abrasivo do revestimento depositado através do eletrodo de solda UTP 7200D (sobre um substrato de aço SAE 1020) e estudou-se sua estrutura metalográfica. Este eletrodo, usualmente é indicado para serviços onde são exigidas as propriedades do aço manganês austenítico, sob condições de impacto elevado, compressão, atrito e abrasão moderada, proporcionando elevada resistência a trincas. As amostras foram submetidas a ensaio de desgaste utilizando um abrasômetro do tipo roda de borracha, padronizado pela norma ASTM G65-91 e obtido os valores de perda de massa. As propriedades mecânicas de um material estão relacionadas a sua microestrutura, sendo de grande importância conhecê-las qualitativamente, avaliando o seu comportamento microestrutural e sua composição química em diferentes zonas, avaliando-se a constituição e estrutura dos metais com o objetivo de relacioná-los com as propriedades mecânicas e processos de fabricação. Essa estrutura revela os agregados e fases de uma liga metálica em função de sua composição química ou processos de transformação aplicados à mesma. A partir dos resultados obtidos foi possível afirmar que o eletrodo UTP 7200D não obteve resistência ao desgaste abrasivo para trabalhos com revestimento. O material depositado obteve a perda média de 2,92 gramas, enquanto comparado com a literatura um metal utilizado como britador com cobertura de carboneto de tungstênio perde em torno de 0,4 gramas no mesmo tempo aplicado aos dois casos. Entretanto, para avaliação microestrutural, a região soldada apresentou dendritas que se formam quando o material solidifica em movimento, fenômeno esse que caracteriza um processo complexo na solidificação com este eletrodo. Já para a região da fronteira entre metal de base e metal depositado, é possível perceber a ferrita de Widmanstätten. Este tipo de ferrita é característica de soldagem com superesfriamento, onde possui dureza maior comparado com a ferrita poligonal, o que nem sempre é desejado devido ao aumento da fragilidade da zona afetada pelo calor.
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